domingo, 6 de julho de 2014

Para Sempre Minha: Capítulo 2 — Explicações

Oi pessoal, voltei com mais um capítulo. Está tão quente e apaixonante quanto o outro! Desculpe a demora, mas esse fim de período está de matar! Com a chegada das férias, terei mais tempo para escrever, então teremos capítulo para depois do dia 21. 
Perdoem os erros, depois eu vou revisar, ok? 
Boa leitura!


Nossos caminhos são diversos aparando arestas, proporcionando sabedoria num aprendizado urgente, porém sem pressa, onde escolhemos livremente pelo amor ou pela dor a direção certa.
—Mônicka Christi

Aos poucos vou acordando. Minha mente ainda está nublada pelo sono. Recobro a consciência lentamente. A primeira coisa que percebo é que não estou em minha cama. Em seguida, minhas narinas aspiram ao tão conhecido e adorado cheiro que anseio por sentir todos os dias. E, por fim, lembro que estou ao lado dela, do meu anjo. Meu corpo fica alerta imediatamente. Ele sempre fica, quando ela está por perto.
E ela está me encarando.
Mesmo com os olhos fechados, consigo sentir seu olhar sedento sobre mim, queimando a minha pele, aquecendo minha alma. Posso sentir seu desejo pelo meu corpo, sua fome em me possuir e ser possuída. A excitação toma conta de mim. No mesmo instante, abro os olhos e a primeira coisa que vejo é o seu rosto, com aquela expressão que eu conheço muito bem.
“Você está com cara de quem quer ser comida”, provoco, minha voz saindo rouca pelo sono.
“Isso é porque você é gostoso demais”, responde. “Acordar com você... é como ganhar um presente de Natal”.
Sorrio com seu comentário. “E, para sua conveniência, eu já venho desembrulhado. E não preciso de pilhas”.
Ela solta um suspiro trêmulo antes de dizer. “Você é o sonho de qualquer mulher, sabia? Um sonho sensual, excitante...”.
“Pare com isso”, corto logo esse papo. Ela ainda está apreensiva, com medo e eu não vou deixar esses sentimentos a abalarem. Eu me viro e subo em cima dela antes que ela possa reagir. “Eu sou podre de rico, mas você só está comigo por causa do meu corpo”.
E, apenas para fins de constatação, eu não estou reclamando.
Seu olhar transborda ternura. “O que eu quero é o coração que bate aí dentro”.
“Isso você já tem”, passo minhas mãos por seu corpo a fim de acalmá-la e nossas pernas se enroscam. A tensão foi embora quase que instantaneamente.
“Eu não deveria ter dormido aqui”, murmuro.
Eva acaricia meus cabelos, seu silêncio dizendo que sabe que estou certo, e ela completa em voz alta. “Mas eu gostei de ter acordado ao seu lado”.
Pego sua mão que me afaga e beijo seus dedos delicadamente mostrando que eu também gostei disso.
Eu não vinha dormindo bem, e a pressão psicológica estava acabando comigo. Mesmo tendo caído no sono apenas por algumas horas, eu me senti revigorado. Não tive pesadelos ou agitações. Ainda assim, foi muito arriscado dormir ao lado dela. As crises de parassonia ocorrem independentemente do meu estado de espírito. É algo sobre o qual não tenho o menor controle. Eu poderia facilmente ter tido um episódio. Machucar Eva em qualquer situação seria inexplicavelmente doloroso para mim. Mas, se isso acontecesse especialmente nesse momento da nossa relação, as coisas poderiam piorar ainda mais.
E eu já havia nos ferido o bastante.
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Parachute - She Is Love

A vida é uma constante com infinitas variáveis. Por isso é tão difícil prever o que vai nos acontecer. Você pode sair de casa com um ótimo humor e receber um torpedo no segundo seguinte avisando sobre o falecimento de um ente querido. Pode a passar madrugas insone, preocupado por estar desempregado e não ter dinheiro suficiente para pagar as contas do próximo mês. No minuto seguinte, o telefone toca e a voz do outro lado trás a boa nova de uma oportunidade de emprego. As coisas mudam sempre. Nada é estável, nada é garantido.
A vida é uma escola: com os erros aprendemos as lições. A luta nos ensina a sermos destemidos nos mostrando nossas fraquezas, nossos pontos fortes e revelando do que somos feitos.
Eu, assim como todo ser humano, fui forjado a partir dessa premissa.
Minha existência aparentemente confortável e calma foi substituída por uma vida turbulenta com sucessivas tempestades e furacões acontecendo a cada minuto, algumas para o bem, outras para o mal. Muitos podem achar que é cansativo ter um relacionamento cheio de empecilhos e reviravoltas. E é mesmo. No entanto, só é impossível lidar com os obstáculos se você não tem força o suficiente para lutar. Garra é algo que aprendi a ter desde pequeno. Posso não ser tão forte quanto aparento, mas sei batalhar pelo que quero. E, mais do que isso, sei conseguir o que quero. E eu quero Eva, para sempre. A única coisa que poderia me fazer parar é a morte. E, ainda assim, eu lhe daria muito trabalho.
Nossa noite foi incrivelmente intensa. A sensação de estar dentro dela sempre é diferente e ao mesmo tempo familiar. Nada mais importa. Nada mais existe. Tê-la daquela forma tão entregue e apaixonada mexeu absurdamente com as minhas emoções. Nossa ligação é profunda, porém o fio que nos une é frágil demais. A partir de agora, teremos que ser mais fortes do que nunca, se quisermos realmente que isso der certo. Tem de dar certo. Perdê-la seria uma catástrofe. Seria meu fim.
Antes de ir para o apartamento ao lado me trocar, fui até o quarto ver como ela estava. Obviamente, fui dormir na sala, mas permaneci na cama até que ela adormecesse. Eva estava absolutamente linda em meio aos lençóis, imersa em um sono profundo. Seus cabelos, agora curtos, cobriam seu rosto, e seus braços agarravam firmemente meu travesseiro. Sua pele reluzia por causa da fraca luz que entrava pelas frestas da persiana na janela. Meus olhos passearam por suas costas, pela curva de suas nádegas, e por suas gloriosas pernas, uma esticada e a outra meio dobrada. Seu corpo nu balançava suavemente no ritmo de sua respiração cadenciada. O mais engraçado é que nenhum pensamento pervertido sobre a posição em que ela se encontrava passou pela minha cabeça. Tinha mais a ver com admiração, com deleite, com sedução. E amor. Muito amor.
Pensar nisso me faz sentir a agitação tão costumeira de quando ela não está ao meu lado, por me trazer à memória da mais nova sombra do meu passado que anda pairando sobre nós: Deanna Johnson. Uma jornalista que vive à custa de escândalos e polêmicas sensacionalistas.
Repasso em minha mente a conversa que tivemos na noite anterior, quando ela me contou sobre Deanna ter aparecido por aqui. Aquela mulher quer me arruinar. E, como não tem como chegar a mim, resolveu comer pelas beiradas.
Eu não tenho medo dela ou algo do tipo. Na verdade, se ela aparecesse há meses atrás, eu não daria a mínima para sua ânsia em descobrir o que puder sobre mim, já que não há nada para ser encontrado. O que me preocupa é que essa obsessão acabe atingindo Eva. E farei o que for necessário para evitar que isso aconteça. A simples ideia de o meu anjo estar perto dela me apavora.

FLASHBACK
“Porque ela está tão interessada em você, se é uma freelance? Não é uma matéria encomendada por alguém ou algo do tipo”.
“Esquece isso, Eva”.
“Eu sei que você já trepou com ela”, retrucou irritada.
“Não sabe coisa nenhuma. E você deveria se focar no fato de que eu estou prestes a trepar com você”, eu disse tentando desviar o foco da conversa.
Mas parece que surtiu o efeito contrário. Ela me soltou e me empurrou antes de dizer o maior de todos os absurdos. “Você mentiu”.
Foi como levar um tapa na cara, tão forte quanto o que ela me deu no escritório. “Eu nunca menti pra você”.
Sim, eu omiti e omito muitas coisas, mas jamais menti para ela. Esse tipo de atitude é abominável, principalmente para mim. Eu já carregava a mágoa de ser considerado um mentiroso pela minha própria mãe e não suportaria ver que Eva pensava o mesmo.
Ela citou o que eu disse sobre ter feito sexo com ela mais vezes do que em minha vida inteira e o que contei ao doutor Petersen em nossa consulta, sobre meu costume de transar duas vezes na semana e perguntou qual dos dois era mentira. Eu me deitei de costas e franzi o cenho, incomodado. Eu não queria ter aquela conversa num momento como aquele. Não queria meu passado voltasse a atrapalhar nossas tentativas de sermos felizes. Por outro lado, as coisas não ditas minaram boa parte da confiança dela em mim e isso é algo que eu precisava recuperar. 

Eu não queria brigar, apesar de estar me preparando para a grande tempestade que Eva estava prestes a armar.


"Nós precisamos mesmo falar disso agora?"
“Na verdade, não”, ela respondeu baixinho e se voltou para mim, colocando a mão em meu peito. “Só queria avisar que ela anda perguntando de você por aí. Tome cuidado com ela”.
Sem me alterar, expliquei que o doutor Petersen estava falando sobre encontros sexuais, e que isso não significava que eu tinha que transar em todos eles, isso do meu ponto de vista. Mas, aparentemente, Eva estava levando tudo ao pé da letra.
“Eu levava mulheres para o hotel, mas nem sempre eu transava com elas, essa era a exceção, não a regra”.
Eva estava visivelmente desconfortável com o que eu havia acabado de dizer. “Acho melhor deixarmos esse assunto pra lá”.
“Foi você quem começou”, rebati. “Agora, aguenta”.
Ela suspirou. “É verdade”.
Esse é o motivo pelo qual eu tinha os brinquedos e parafernálias sexuais. Eu só queria me distrair, me concentrar em algo. Não era sempre que eu estava a fim de papo ou de dar atenção a coisas que eu não queria escutar. ÀS vezes eu só precisava me desligar, queria não pensar e, principalmente, não sentir coisa alguma . Enquanto eu explorava o corpo daquelas mulheres, muitas das quais eu não lembro muito bem, minha cabeça se esvaziava dos problemas, dos traumas, das mágoas, da solidão.
“Você me entende?”
Seus olhos me diziam que sim. Porque ela havia me confessado, durante o fim de semana que passamos na Carolina do Norte, que fazia a mesma coisa antes de me conhecer. É impressionante o quão somos parecidos.
Eva me pergunta se Deanna é um das mulheres com quem transei. Eu sabia que, apesar de não querer, ela precisava saber a verdade.
Virei o rosto para olhá-la. “Uma vez”.
“Deve ter sido uma transa e tanto pra ela não ter conseguido esquecer você até hoje”, comentou.
“Eu não sei”, murmurei. “Eu não me lembro”.
“Você estava bêbado?” 
“Claro que não”, respondi esfregando a mão no rosto, um tanto irritado com aquela pergunta. “O que foi que eu acabei de falar para você”.
“Não foi nada pessoal, certo. Mas ela disse que você tem um ‘lado obscuro’. Eu percebi que ela estava falando de sexo, mas não quis entrar em detalhes. Ela mencionou isso pra criar alguma forma de afinidade entre nós, porque ambas tínhamos sido rejeitadas por você. Um tipo de ‘Irmandade das Abandonadas por Gideon’”.
Eu odiei a forma como ela se colocou no mesmo patamar que as outras naquele comentário. “Não me venha com essa conversa. Isso não combina com você”.
Ela franziu o cenho. “Ei, desculpa aí. Eu não estava querendo dar uma de pobre coitada. Quer dizer, só um pouquinho. Acho que eu tenho esse direito, não? Depois de tudo o que aconteceu...”.
“E o que você queria que eu fizesse, Eva? Eu nem sabia que você existia”, eu a fitei seriamente. “Se eu soubesse, eu teria ido atrás de você. Ou teria esperado o quanto fosse preciso. Mas eu não sabia, então eu tinha que me contentar com o que aparecesse. Assim como você. Eu não fui o único a perder tempo com gente que não prestava”.
Como esquecer Brett Kline, o fantasma do passado de Eva que resolveu dar as caras para ter ela de volta?
“É verdade”, concordou calmamente, para o meu total espanto. “Somos dois idiotas”.
Em seguida houve um momento de silêncio, que me deixou absurdamente confuso. Quer dizer, onde estava a gritaria? As respostas sarcásticas? O nariz empinado?
“Você não está brava?” perguntei apenas para ter certeza.
“Não, está tudo bem”.
Continuei a encará-la como se ela tivesse duas cabeças. Eu realmente estava esperando que aquilo fosse algum tipo de piada nova. Mas não era.
Ela soltou uma risada. “Você estava preparado para começar a brigar, né? A gente pode brincar disso se você quiser. Da minha parte, eu prefiro transar de novo”.
Ao ouvir aquilo, senti aquele aperto angustiante no peito sumir. Eu estava grato por saber que ela confiava plenamente no que eu disse, que minha palavra era o suficiente. O clima de apreensão se dissipou, me deixando mais do que aliviado.
Subi em cima dela e olhei fundo em seus olhos enquanto acariciava seu rosto.
“Você está diferente”, e era um diferente bom.
Eu podia ver o quanto Eva estava aliviada de saber que Nathan Barker nunca mais poderia a alcançaria. Aquele medo ainda existia dentro dela. Medo de ser encontrada, atormentada, abusada. O tempo de se esconder tinha chegado ao fim. Ser o responsável por sua felicidade é um papel que eu assumo com prazer. Mesmo que isso me custe sacrifícios que deixarão marcas impossíveis de serem apagadas.
FIM DO FLASHBACK

Balanço a cabeça dissipando esses pensamentos e me concentro em terminar o café de Eva. Afinal, ela não funciona sem cafeína e nós precisamos conversar. Termino de mexer a bebida, pego a caneca e me encaminho para o quarto dela.
Abro a porta e a vejo deitada de bruços, dessa vez coberta pelo edredom. Que pena. Eu queria muito ver sua bundinha empinada de novo. Dessa vez, com muita malícia.
Eva se mexe, e eu já sei que ela sentiu o cheiro do café.
“Meu anjo”.
“Gideon?” ela me chama sem abrir os olhos.
“Hum?”
“Se ainda não forem sete horas, você vai se ver comigo”.
Dou risada. É impossível não rir de suas respostas espirituosas.
“Está cedo, mas precisamos conversar”.
“Ah, é?” ela abre um olho, depois o outro e me observa enquanto sento na beirada da cama.
Sei que sua mente deve estar cheia de comentários sobre o quanto eu fico gostoso de terno, mas não é hora de focar no quanto eu adoro isso.
“Preciso ter certeza se está tudo bem entre nós antes de ir embora”.
Ela se senta se apoiando na cabeceira da cama e não se dá ao trabalho de cobrir seus seios fartos e perfeitos, numa técnica nada sutil de me distrair. Tenho que me esforçar muito para me concentrar em nossa conversa, embora o que eu mais queira nesse exato momento é ter aqueles dois cumes branquinhos em minha boca.
O corpo de Eva é um santuário que merece ser adorado. Eu o admiro, o desejo e o respeito. Ele tem o poder de me fazer sentir excitado apenas de olhá-lo, nu ou vestido. É como se ele fosse feito sob medida para mim, única e exclusivamente para o meu prazer.
Entrego-lhe a caneca após ela dizer que precisa do café e acaricio um de seus mamilos rosados com o polegar. “Você é tão linda, cada pedacinho de você”.
“Você está tentando me distrair?” pergunta com a cara mais lavada do mundo.
“Você é quem está. E a sua estratégia está dando certo”.
Eu só consigo pensar em diversas possibilidades que envolvessem nós dois nus nessa cama. Puta que pariu, nem parece que a gente passou a noite transando!
Ela abre aquele sorriso lindo, que faz meu coração idiota disparar como o de uma menininha apaixonada. O sorriso que eu faria qualquer coisa para ver todos os dias, pelo resto da minha vida.
“De onde você tirou esse terno garotão? Do bolso eu sei que não foi”.
Vesti um Tom Ford três peças preto com riscas de giz, com camisa branca, uma gravata de seda vermelha e sapatos italianos.
“Isso é uma coisa que nós precisamos conversar”. Tenho que ser o mais carinhoso e cuidadoso possível para falar desse assunto, já que ela odiava se sentir vigiada. Mas ela terá que entender que era para seu bem.
Conto que adquiri o apartamento ao lado do dela, e que a ideia é fazer com quem nossa relação pareça gradual, e por isso terei que aparecer em minha cobertura na Quinta Avenida para manter as aparências, mas passarei o máximo de tempo que eu puder aqui, como o novo vizinho.
Ela está visivelmente preocupada, mas a acalmo dizendo que não sou nem suspeito nem testemunha do caso, pois meu álibi é perfeito e, portanto, não há nada que me ligue ao crime. Isso é mais uma medida preventiva. Os detetives, principalmente Shelley Graves, têm certeza que sou o culpado, mas não têm como provar. Mesmo assim, não quero dar uma de esperto para cima deles, desafiá-los dessa forma. Afinal, eles sabem a verdade e chegaram a essa conclusão de forma muito inteligente. É preciso esperar que todas as buscas ao assassinato de Barker tenham cessado oficialmente e o caso seja arquivado. Só assim, terei certeza de que o caminho estará livre para que possamos reatar publicamente.
Eva dá um gole em seu café e parece pensar sobre o que eu acabo de dizer.
Enfim ela me olha com um brilho de diversão nos olhos. “Então meu ex-namorado vai continuar morando na Quinta Avenida, mas eu tenho um novo vizinho gostosão para me divertir? Isso parece ser interessante”.
Ergo as sobrancelhas surpreso com sua colocação. “Você quer brincar de representar, é isso?”
“Quero manter você satisfeito”, admite. “Quero que você encontre em mim tudo o que procurou nas outras mulheres com que já se envolveu”.
Sua declaração honesta me surpreende. Eva ainda não entende que ela é muito mais do que eu sonhei. Ela superou todas as expectativas, foi além de todas as probabilidades.
“Eu não consigo ficar longe de você”, digo serenamente. “Isso deve bastar para eu não querer saber de mais ninguém”.
Eu me levanto, pego a caneca de sua mão e a ponho em cima do criado-mudo. Em seguida agarro a ponta do edredom e o jogo de lado, revelando seu corpo desnudo.
“Deita aí”, ordeno. “E abre as pernas”.
Ela me obedece e mostra na expressão de seu rosto, uma mistura de prazer e vulnerabilidade. Essa dualidade me deixa louco de tesão. Adoro vê-la submissa a mim. Passo um dedo sobre os lábios de seu sexo e brinco com seu clitóris, que incha à medida que o toco.
“Essa bocetinha linda é só minha”, digo com a voz áspera. Seu ventre treme em resposta.
Olho para ela, mantendo-a presa em minha sedução. “Eu sou um homem muito possessivo, Eva, acho que você já deve ter reparado nisso a esta altura”. E, devagar, penetro a ponta do meu dedo em sua abertura molhada.
“Sim”, sua voz sai entrecortada.
“Brincar de representar, ser algemado, transar em veículos em movimento e em vários lugares diferentes... Quero explorar tudo isso com você”.
Numa lentidão tortuosa, enfio meu dedo por inteiro nela e começo a movimentá-lo, sentindo suas dobras escorregadias latejaram ao redor dele, me fazendo soltar um leve gemido e morder o lábio inferior de puro contentamento. Observo suas reações. É tão excitante e reconfortante ver a forma como ela se entrega ao meu carinho, o poder que ainda exerço sobre ela.
“Você gosta disso”, sussurro.
Ela geme em afirmação.
Coloco o dedo mais fundo. “Não quero mais saber de nada de plástico, vidro, metal ou couro fazendo você gozar. O seu amiguinho movido à pilha vai ter que procurar outras ocupações”.
Sua pele se avermelha e eu sei o que ela quer: o mesmo que eu. Inclino-me sobre ela e levo minha boca até a sua, sem deixar de massagear seu ponto de prazer. Meu dedo indicador a preenche enquanto meu polegar dá toda sua atenção a seu clitóris pulsante.
“Eu quero tanto você que chega a doer”, falo com a voz rouca.  “O tempo todo. É só você estalar os dedos que eu já fico de pau duro”.  Passo a língua por seus lábios, aspirando sua respiração quente e ofegante. “Quando eu gozo, é só pra você. Por causa de você e da sua boca, das suas mãos, da sua bocetinha insaciável. E é assim que vai ser com você também. A minha língua, os meus dedos, a minha porra dentro de você. Só você e eu, Eva. Sem barreiras, só tesão”.
O clima ao nosso redor muda. A neblina intensa de luxúria nubla meus sentidos de tal forma que nada mais me importa a não ser fazê-la gozar. Mostrar a ela porque sou e serei o único na sua vida. Não haverá espaço para mais ninguém além de mim. Ela é minha e não aceito nada diferente disso.
Seu corpo estremece e seus quadris a começa a se movimentar. Enfio mais um e ela se ergue nos calcanhares, arqueando o corpo em direção às minhas investidas, implorando por mais.
“Quando seus olhos se perdem desse jeito, vai ser por minha causa e não por causa de um brinquedo”, sussurro antes de ir até seu queixo e mordê-lo de leve. Desço até seus seios, que estão sendo freneticamente apertados por suas mãos, e as retiro com a boca, antes de abocanhar seu mamilo sensível, mordendo de leve e suavizando a pontada com uma sucção suave.
“Quero mais”, ela está sem fôlego, desesperada por mais de mim.
“Sempre”, murmuro sorrindo maliciosamente.
Ela grunhe. “Quero o seu pau dentro de mim”.
“Como você quiser”.  Passo a língua no outro mamilo, provocando-o de leve, aumentando sua sensibilidade, e fazendo-a implorar por uma chupada.
 “O seu desejo precisa ser todo por mim, meu anjo, não pelo orgasmo. Pelo meu corpo, pelas minhas mãos. Quero que você se torne incapaz de gozar sem o toque da minha pele contra a sua”.
Sua cabeça balança em concordância e nenhuma palavra sai de sua boca. Continuo a movimentar meus dois dedos dentro dela, a brincar com seu clitóris inchado com meu polegar, e morder e chupar seus mamilos.
Suas pernas começam a tremer. “E-eu vou gozar”.
Tomo sua boca num beijo cheio de amor. No momento seguinte seu corpo sacode violentamente pelo clímax rápido e arrebatador que toma conta de seu corpo. Ela solta um gemido longo e rouco. Seu suco se derrama por meus dedos enquanto ela coloca suas mãos por debaixo do meu paletó e me puxa em sua direção.
Nossos lábios se separam quando a onda de prazer cessa. Retiro os dedos de dentro dela e os lambo. Sentir o seu gozo novamente depois de semanas de separação forçada é como beber um grande copo de água depois de uma longa caminhada no deserto. Minha garganta queima de necessidade, minha língua formiga ansiando pelo seu gosto. Não há nada mais saboroso que eu já tenha provado.
“Me diga o que está pensando”, digo ao reparar na forma que ela me encara.
“Não estou pensando em nada. Eu só quero olhar para você”.
“Não é bem assim. Às vezes você fecha os olhos”.
“É porque você fala bastante na cama, e a sua voz é uma delícia”.  Ela engole em seco. “Eu adoro ficar ouvindo você, Gideon. Preciso saber se estou fazendo você se sentir tão bem quanto você me faz”.
Ouvir isso me abala. Eu não tinha a intenção de gozar, pelo menos não nesse momento. Mas ela precisa dessa ligação física tanto quanto eu. E não posso negar isso a ela, nem a mim
“Chupa o meu pau agora”, sussurro. “Quero gozar pra você”.
E, com maestria, ela me toma em sua boca. Sentir seu hálito quente ao redor do meu membro sensível é como estar no céu, no meu paraíso particular. Eu não fazia ideia do quanto eu precisava sentir aquele contato.
“Minha nossa, como eu adoro sua boca”, murmuro enquanto olho fixamente para ela.
Minha respiração não sai fácil. Parece que há uma placa de concreto em cima do meu peito. Eva me olha fundo nos olhos enquanto me põe inteiro em sua boca, algo que nós dois gostamos muito. O que mais me encanta é o seu prazer em me dar prazer. É a ânsia que ela tem por me marcar como dela, por me fazer gozar só para ela. Nenhuma mulher teve tanto poder sobre mim como ela tem.
Com a ponta da língua, ela segue uma veia pulsante que vai até a cabeça do meu pau e o abocanha por inteiro novamente, arqueando o pescoço enquanto se senta sobre os calcanhares, com as mãos nos joelhos, oferecendo-me a visão de seu corpo delicioso para mim.
Porra, essa mulher incrível é minha. Só minha. E eu pertenço a ela. 
“Não para”. Afasto um pouco as pernas, empurro meu pau até sua garganta e o puxo de volta, deixando um rastro do meu líquido pré-ejaculatório em sua língua. Vê-la engoli-lo todo de forma tão satisfeita... caralho!
Grunho de prazer e agarro seu queixo com as duas mãos. “Não para, meu anjo. Me chupa até eu gozar”.
Eva conhece meu corpo como ninguém e sabe exatamente o que fazer para me enlouquecer. Ela pega no tranco do ritmo que nós conhecemos tão bem. Meu pau vai inchando, já pronto para expelir todo o desejo que tenho guardado apenas para ela.
O gozo vem forte, intenso, e em jorros espessos. Estou sendo sugado para outra dimensão, como se eu não tivesse mais controle sobre mim. Eva me puxa, me enreda, me inebria. Solto um palavrão quase gritando enquanto me esvazio em sua boca em torrentes e mais torrentes de prazer.
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“Não era isso que eu tinha em mente quando vim até aqui trazer um café”, dou um beijo em sua testa. “Não que eu tenha alguma reclamação”.
Já tínhamos nos acalmado do sexo gostoso que tivemos há poucos instantes.
Seu corpo se enrola ao meu, e ela suspira como uma gata manhosa. “Então vamos ficar em casa e compensar o tempo perdido”.
Solto uma risada com seu tom esperançoso. Em seguida, ficamos em silêncio. Eu apenas a seguro perto de mim, passando os dedos pelos seus cabelos e acariciando seus braços.
Meu Deus, como eu senti saudade desses momentos! Como eu senti falta de nós!
“Fiquei arrasado”, digo baixinho.  “Por ver você sofrendo, com raiva. Saber que a culpa era toda minha, por ter me afastado... Foi um inferno pra nós dois, mas não podia correr o risco de deixar que as suspeitas caíssem sobre você”.
Sinto seu corpo tencionar. Eu ainda não tinha explicado o outro motivo pelo qual eu a deixei pensar que iríamos nos encontrar no consultório do doutor Petersen e não ter aparecido. A polícia reviraria os arquivos do processo que foi movido contra Nathan. Eva seria uma suspeita na certa. E eu não iria deixar isso acontecer. Eu quero que ela entenda que vou fazer qualquer coisa para mantê-la longe do que possa fazê-la sofrer.
Aviso que deixei um celular pré-pago clonado na bolsa dela. “Tem um número na memória para você entrar em contato com Angus, quando for preciso. Quando quiser falar comigo, é só ligar para ele”.
Eva fecha as mãos e franze o cenho de raiva. “Eu odeio isso”.
“Eu também. Resolver essa situação é a minha prioridade número um”.
E não é perigoso envolver Angus em tudo isso?”
“Ele é um ex-agente do MI6. Telefonemas clandestinos são brincadeiras de criança pra ele”. Angus trabalhou durante anos para o serviço secreto britânico. Meu pai era muito obsecado com a minha segurança e a da minha mãe. Por isso, se encarregou de contratar o melhor. E eu puxei isso dele, com certeza.
Faço uma pausa antes de revelar algo que ela não vai gostar nada. Mas será pior se eu não contar. “Não vou mentir para você, Eva. Eu consigo rastrear você através desse telefone, e vou fazer isso”.
“Quê?” em um pulo ela fica de pé e me olha com uma expressão incrédula. “De jeito nenhum”.
Eu me levanto também. “Se eu não posso estar ao seu lado e nem falar com você, eu preciso ao menos saber onde você está”.
E nós começamos uma discussão sobre o fato de ela não concordar com os meus termos. Será que ela nunca vai entender que estou fazendo isso para a proteção dela e para o bem da minha sanidade?
“Eu acho que você é um maníaco controlador que gosta de me monitorar o tempo todo”.
Cruzo os braços instintivamente. “Eu gosto de te manter viva”.
Ela fica paralisada, me encara com os olhos vidrados. Provavelmente está pensando em todas as vezes em que eu parecia um cretino detestável, e entendendo que eu só estava tentando protegê-la.
De repente, seus joelhos fraquejam e ela cai sentada no chão.
“Eva”.
“Eu preciso pensar um pouco”, ela sussurra ainda chocada.
Mas que droga! Quantas vezes eu vou precisar repetir minhas intenções? Será que ela não pode me entender? Eu só quero protegê-la! Que diabos!
Eu me agacho ao seu lado franzindo o cenho e explico que as circunstâncias me forçaram a agir dessa forma.
“Tente entender que, apesar de me esforçar para respeitar sua independência, eu também preciso manter você em segurança”.
Ela me olha, ainda em estado de torpor. “Eu entendo”.
“Acho que não. Isto aqui”, digo apontando para mim mesmo com um gesto impaciente, “é só fachada. Só o que me importa é você, Eva. Custa muito você entender isso? Eu sou seu de corpo e alma. Se acontecesse alguma coisa com você, a minha vida chegaria ao fim. Manter você em segurança é também um ato de autopreservação! Aprenda a tolerar isso por mim, se pensar em si mesma não é motivação suficiente pra você”.
Ela pula em cima de mim, me pegando de surpresa, me fazendo desequilibrar e cair, e sem que eu espere sua boca está na minha, me beijando desesperadamente.
“Detesto deixar você aflito desse jeito”, murmura entre beijos sucessivos, “mas isso também não é nada fácil pra mim”.
Soltando um grunhido de excitação pelo seu rompante, eu aperto  com  força.  “Então estamos conversados?”
Ela torce o nariz e diz que ainda não está gostando nada da história do celular clonado ou do fato de eu poder rastreá-la pelo telefone. Digo que é uma coisa temporária e, quando ela tenta argumentar novamente, eu a corto dizendo que também deixei em sua bolsa instruções de como rastrear meu telefone
 Ela me olha sem saber o que dizer.
Solto uma risada.  “Quando é comigo, não parece uma ideia tão ruim, não?” Aproveito para quebrar o clima de tensão.
“Cala a boca”, ela sai de cima de mim e me dá um soco no ombro de brincadeira. “Nós somos completamente anormais”.
Torço os lábios em falso desagrado. “Eu prefiro ‘moderadamente excêntricos’. Mas isso só entre nós”.
De repente, seus olhos marejam e ela estampa aquela expressão no rosto que parte meu coração. Ela engole em seco antes de perguntar quando iremos nos ver de novo, e eu respondo imediatamente que será esta noite.
Eva, eu não suporto ver esse olhar no seu rosto”.
“Quero você comigo”, sussurra com a voz embargada.  “Eu preciso de você”.
Acaricio seu rosto suavemente com os dedos. “Você estava comigo. O tempo todo. Você nunca saiu dos meus pensamentos. Eu sou seu, Eva. Onde quer que esteja, e o que quer que esteja fazendo, estou pensando em você”.
Ela se inclina em direção ao meu toque e avisa que não me quer andando com Corinne do novo. Eu concordo e conto que já conversei sobre isso com ela. No fundo, eu esperava mesmo que pudéssemos nos tornar amigos, mas tudo o que ela queria era retomar a relação e isso estava definitivamente fora dos meus planos.

FLASHBACK
“Mas nós nascemos um para o outro Gideon!” Ela insistia. “Eu sei que sim! Só dê uma chance para que a gente...”.
“Corinne, já chega!” eu a cortei, impaciente. “Eu já falei que não há qualquer possibilidade, nem a mais remota, de que a gente possa voltar a ficar juntos. Eu não quero isso! Eu não te amo! Será que você pode entender isso? Eu. Não. Te. Amo!”
“É aquela mulher, não é? Aquela Eva! Você ainda a ama? Vocês nem estão mais juntos!”
“Isso não diz respeito a você”, rebati rispidamente. “Agora, se me der licença, eu tenho outro compromisso agora”.
“Eu não vou desistir, Gideon!”, sua voz chorosa soou atrás de mim. “Você ainda vai voltar pra mim”.
Saí de seu apartamento sem olhar para trás.

FIM DO FLASHBACK


“Mas ela foi o seu álibi”, Eva diz ainda receosa.
Explico que o incêndio na cozinha foi o meu álibi. Que a maior parte da noite eu passei conversando com bombeiros, com a seguradora, tentando manter a calma entre os convidados, providenciando soluções de emergência para a comida que seria servida na festa entre outras coisas.
“Corinne ficou por perto só durante um tempo, e além dela tenho uma porção de funcionários pra comprovar que eu estava lá o tempo todo”.
O alívio de Eva fica evidente em seu rosto e me sinto ainda mais culpado por fazê-la sofrer tanto. 

Disposto a começar a mudar isso, eu me levanto e estendo a mãos para ela. “O seu novo vizinho gostaria de convidar você pra jantar hoje à noite. Às oito horas. As chaves do apartamento dele, e do meu também, estão no seu chaveiro”.
Ela pega a minha mão e me lança um olhar sedutor. “Ele é muito gato. Será que transa no primeiro encontro?”
Abro um sorriso malicioso só de pensar no que farei com ela. “Acho que as suas chances de ser comida hoje à noite são bem grandes”.
Ela solta um suspiro dramático. “Quanto romantismo”.
“Se quer romantismo, é isso que você vai ter”, eu a puxo para mim e a pego no colo.
E, mais uma vez, nos rendemos a um sexo de tirar o fôlego. 

E então? O que acharam? Eu fiz o possível para não parecer muito repetitiva, mas não teve muito jeito. Espero que, mesmo assim, vocês tenham conseguido ver o Gideon em cada linha.  
Bom, é isso. 
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Mal posso esperar para ver o que vocês acharam do capítulo! 
Beijos a todas e até a próxima!

Um comentário:

Aline Fonseca disse...

Ameiiiiiiiiiiiiiii...